FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA O ATENDIMENTO NA SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS: Análise de uma sala de recurso de uma escola do Município de Brasília de Minas – MG

  • Renata Pereira Fonseca Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, MG
  • Leonice Vieira de Jesus Paixão Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, MG
  • Jeisabelly Adrianne Lima Teixeira Faculdade Verde Norte – FAVERNORTE, MG
  • Nebson Escolástico da Paixão Faculdade Verde Norte – FAVERNORTE, MG
  • Cleiciane Faria Soares Faculdade Verde Norte – FAVERNORTE, MG
  • Kênia Luiza Ferreira Rocha Faculdade Verde Norte – FAVERNORTE, MG
Palavras-chave: Formação de professores, Sala de recursos multifuncionais, Legislação

Resumo

O presente artigo foi elaborado a partir das inquietações surgidas durante o período de estágio curricular e da participação enquanto acadêmica do Subprojeto Formação do Regente Alfabetizador, do PIBID – Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica / CAPES, desenvolvido no município de Brasília de Minas, tendo como tema: A FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA O ATENDIMENTO NAS SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS: Analise da sala de recurso da Escola Estadual Mestra Bila do Município de Brasília de Minas. Tendo como objetivo analisar a importância da formação do professor que atua nas salas de recursos multifuncionais. O estudo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa de campo exploratória descritiva com uma abordagem qualitativa e de cunho bibliográfico. Para a materialização dos dados, utilizou-se a observação participante na sala de recursos multifuncional e uma entrevista semiestruturada.  De acordo com a Constituição Federal de 1988, que assegura a todos o direito a educação, faz-se necessário que o processo de ensino e aprendizagem nas salas de recurso multifuncional seja ministrado por professores com formação especializada, tendo esse professor direito a uma formação continuada para trabalhar neste espaço. Nesse intuito o trabalho se fundamenta nas legislações federal e estadual e em alguns autores como Bueno (1999), Prado & Freire (2001), dentre outros, que possibilitaram um conhecimento teórico que serviu de alicerce na discussão dos dados. Para melhor entendimento desse estudo, foram abordados os seguintes aspectos: a formação do professor para o entendimento da Comunicação Aumentativa e Alternativa, Sistema Braille, Orientação e Mobilidade, Soroban, Ensino de Língua Brasileira de Sinais-LIBRAS, Ensino de Língua Portuguesa para Surdos, Atividades de Vida Diária, Atividades Cognitivas, Aprofundamento e Enriquecimento Curricular, Estimulação Precoce, entre outros, e ainda conhecimento dos diversos recursos pedagógicos que devem ser explorados neste espaço. As Salas de Recursos Multifuncionais são espaços criados em parceria com os governos federal e municipal, com diversos tipos de materiais para o atendimento as crianças com necessidade educacional especial. Diante disso, este trabalho contribuiu para o levantamento das necessidades de formação dos professores atuantes da sala de recurso multifuncional da escola pesquisada bem como instigá-los a buscarem novas metodologias e estratégias de ensino que auxiliem em sua prática pedagógica.

 

Palavras-chave: ; ; .

Referências

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, Senado, 1998.

________. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei no 9394/96. 1996.

________. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial. Brasília: SEESP, 1994.

BRASIL. Decreto nº 3.298 20 de dezembro de 1999. Política Nacional para Integração da Pessoa com Deficiência. Disponível em: Acesso em: 03/10/2012

BRASIL. Decreto nº 6.571, de 17 de setembro de 2008. Disponível em: www.planalto .gov.br, 2008.

BRASIL. Lei n 9394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, seção 1. Brasília, 1996.
BRASIL. Ministério da Educação. Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos. Decreto nº 3.298, de 20 de Dezembro de 1.999.

BRASIL. Ministério da Educação. Decreto 5.296 / 2001. Disponível no www.planalto.gov.br, acesso dia 31 de agost. de 2012.

BRASIL. Ministério da Educação. Parecer CNE/CEB 17 /2001. Disponível no www.portal.mec.gov.br, acesso dia 31 de agost. de 2012.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Direito à educação: subsídios para a gestão dos sistemas educacionais – orientações gerais e marcos legais. Brasília: MEC/SEESP, 2006.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Salas de Recursos Multifuncionais: espaço para atendimento educação especializado. Brasília: 2006.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Salas de Recursos Multifuncionais: espaço para atendimento educação especializado. Brasília: 2006.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial. Brasília: MEC/SEESP, 1994.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria Especial de Direitos Humanos. Coordenadoria Nacional para integração da pessoa portadora de deficiência. Ata da Reunião do VII Comitê de Ajudas Técnicas – CAT. Disponível em http://portal.mj.gov.br, acesso dia 31 de agost. de 2012.

BRASIL. Decreto Legislativo 186, 9/7/08, que ratifica, com equivalência de emenda constitucional, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

BUENO, J. G. Crianças com necessidades educativas especiais, política educacional e a formação de professores: generalistas ou especialistas. Revista Brasileira de Educação Especial, vol. 3. n.5, 7-25, 1999.

CORDE, Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Disponível em: . Acesso em: 07 jul. 2012.

CORDE, Comitê de Ajudas Técnicas, ATA VII. Disponível em: http://www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/comite_at.asp
DECRETO n. 5.626/05 - Regulamenta a Lei 10.436 que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. Disponível em: www.libras.org.br/leilibras.htm. Acesso em: 07 de jun. de 2012.

FREIRE, F. M P. e VALENTE, A. Aprendendo para a Vida: os Computadores na Sala de Aula. São Paulo: Cortez, 2001.
GARCIA, Regina Leite (org.) – O corpo que fala dentro e fora da Escola – Rio de Janeiro, DP&A, 2002.http://www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/comite_at.asp

LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5 ed. São Paulo: Alternativa.

ONU. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Resolução A/61/611, 13/12/06. Nova York: ONU, 2006.

PARECER CNE/CEB nº 17/01 e Resolução CNE/CEB nº 2/01 - Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Especial. http://www.crmariocovas.sp.gov.br/Downloads/ccs/Parecer_CNECEB_no17_de_2001_e_RES_CNE-CEB_no2_de_2001.pdf

Portal de Informações sobre Tecnologias Assistivas para Pessoas com Necessidades Especiais. Tecnologia Assistiva. Disponível em www.contagem.pucminas.br, acesso às 21:00, do dia 31 de agost. de 2012.

PRADO, M. E. B. B.; FREIRE, F. M. P. A formação em serviço visando a reconstrução da prática educacional. In: FREIRE, F. M. P.; VALENTE, A.(Orgs) Aprendendo para a Vida: os Computadores na Sala de Aula. São Paulo: Cortez, 2001.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007.

THIOLLENT, M (1994). Metodologia da pesquisa-ação.São Paulo, Cortez, 2001.

UNESCO. Declaração Mundial Sobre Educação para Todos. Jomtien, Brasília: 1990. Disponível em:http://unesdoc.unesco.org/images/0008/000862/086291por.pdf, acesso às 14:00, do dia 20 de junho de 2012.

VIANNA, Maria Lúcia Teixeira Werneck. Em torno do conceito de política www.planalto .gov.br, 2008.
Publicado
2019-08-15