ANSIEDADE E DEPRESSÃO MATERNA: UMA ANÁLISE DA PREVALÊNCIA EM UMA ESTRATÉGIA DA FAMÍLIA EM MACEIÓ/ALAGOAS

  • Evanisa Helena Maio Brum Centro Universitário Cesmac
  • Janne Eyre Sarmento Centro Universitário Cesmac
  • Alana Maria de Barros Lins Centro Universitário Cesmac
  • Maria Aparecida Ferreira Gomes Centro Universitário Cesmac
Palavras-chave: maternidade, ansiedade, depressão

Resumo

Introdução: A maternidade é uma fase de transformações, um período sensível no ciclo vital feminino que pode deixar a mulher mais vulnerável a desenvolver transtornos mentais, tais como depressão e ansiedade.  Objetivo: Este trabalho objetivou verificar a prevalência de depressão e ansiedade em mães de bebês atendidos em uma Estratégia de Saúde da Família (ESF), localizada em Maceió-Alagoas. Método: O Estudo caracteriza-se como transversal e foi realizado com 29 mães que estavam com seus bebês em consulta pediátrica de rotina na ESF de fevereiro a junho de 2018. A coleta de dados foi realizada por meio do Inventário de Depressão de Beck; e Inventário de Ansiedade de Beck. A prevalência foi calculada a partir de estatística descritiva. Resultados: Encontrou-se a prevalência de 69% para depressão e 58,6% para ansiedade. Constatou-se que Maceió/Alagoas exibiu índices de depressão e ansiedade mais elevados do que estudos realizados em outras localidades nacionais e internacionais. Destaca-se que o estado de Alagoas se apresenta como o ultimo no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil e pondera-se a relação de variáveis socioeconômicos, especificamente baixa renda, baixo nível de escolaridade, com os transtornos mentais comuns (depressão e ansiedade). Conclusão: Desta forma, conclui-se que os diagnósticos de depressão e ansiedade na ESF localizada em Maceió/Alagoas apresentaram elevada prevalência.

Biografia do Autor

Evanisa Helena Maio Brum, Centro Universitário Cesmac

Psicóloga e Pós-Doutora em Psicologia

Referências

Agbaje, O. S., Anyanwu, J. I., Umoke, P., Iwuagwu, T. E., Iweama, C. N., Ozoemena, E. L., & Nnaji, I. R. (2019). Depressive and anxiety symptoms and associated factors among postnatal women in Enugu-North Senatorial District, South-East Nigeria: a cross-sectional study. Archives of public health = Archives belges de sante publique, 77, 1.
Ahmed, A., Bowen, A., Feng, C. X., & Muhajarine, N. (2019). Trajectories of maternal depressive and anxiety symptoms from pregnancy to five years postpartum and their prenatal predictors. BMC pregnancy and childbirth, 19(1), 26.
American Psychiatric Association – APA (2015). Critérios diagnósticos do DSM-V. Porto Alegre: Artes Médicas.
Aryal, K. K., Alvik, A., Thapa, N., Mehata, S., Roka, T., Thapa, P., ... & Stray-Pedersen, B. (2018). Anxiety and Depression among Pregnant Women and Mothers of Children Under one Year in Sindupalchowk District, Nepal. Journal of Nepal Health Research Council, 16(2), 195-204.
Beck, A.T. & Steer, R.A. (1993). Beck Anxiety Inventory. San Antonio, TX: Psychological Corporation.
Beltrami, L., de Moraes, A. B., & de Souza, A. P. R. (2013). Ansiedade materna puerperal e risco para o desenvolvimento infantil. Distúrbios da Comunicação, 25(2).
Brum, E. & Schermann, L. (2006). O impacto da depressão materna nas interações iniciais. Psico, 37(2), 151-158. Campbell, Cohn & Meyers, 1995;
Campbell, S.; Cohn, J. & Meyers, T. (1995). Depression in first-time mothers: Mothers-infant interaction and depression chronicity. Developmental Psychology, 31(3), 349-357.
Chemello, M. (2015). Ansiedade Materna e Relação Mãe-bebê. Dissertação de Mestrado. Universidade do Vale do Rio dos Sinos.
Cunha, J. (2001). Manual da versão em português das Escalas Beck. São Paulo: Casa do Psicólogo.
Dawson, G., Ashman, S. & Carver, L. (2000). The role of early experience in shaping behavioral and brain development and its implications for social policy. Development and Psychopathology, 12, 695-712.
Dawson, G., Karin, F., Penagiotides, H., Yamada, E., Hessel, D. & Osterling, J. (1999). Infants of depressed mothers exhibit atypical frontal electrical brain activity during interactions with mother and with a familiar, nondepresses adult. Chil Development, 70(5), 1058-1066.
Del Porto, J. (1999). Conceito e diagnóstico. Revista Brasileira de Psiquiatria, 21 (1): 06 -11.
Field, T. (1997). The treatment of depressed mothers and their infants. In: Murray, L. & Cooper, P. (Eds.). Postpartum depression and child development (pp. 221-236). New York: Guilford.
Flores, M.; Souza, A.; Moraes, A. & Beltrami, L. (2013). Associação entre indicadores de risco ao desenvolvimento infantil e estado emocional materno. Rev. CEFAC, 15 (2): 348-360.
Golse, B. (2002). Depressão do bebê, depressão da mãe: conceito de psiquiatria perinatal. In: Correia-Filho, L., Corrêa, M.E. & França, P.S. (Eds). Novos olhares sobre a gestação e a criança até os 3 anos: saúde perinatal, educação e desenvolvimento do bebê (pp.232-248). Brasília: LGE Editora.
Halpern, R.; Figueiras, A. (2004). Influências ambientais na saúde mental da criança. Jornal de Pediatria, 80 (2): 104-110.
Organização Mundial de Saúde (2017). Depression and Other Common Mental Disorders Global Health Estimates. OMS: Genebra.
Pereira, P.; et al. (2008). Prevalência da depressão gestacional e fatores associados. Rev. psiquiatr. clín., São Paulo , v. 35, n. 4, p. 144-153,
Radke-Yarrow, M. (1998). Children of depressed mothers: from early childhood to maturity. New York: Cambridge University Press.
Schwengber, D. & Piccinini, C. (2004). Depressão materna e interação mãe-bebê no final do primeiro ano de vida. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 20(3), 233-240.
Publicado
2019-12-28