AS PRÁTICAS CAPACITISTAS NAS SIMULAÇÕES VIVENCIAIS DE DEFICIÊNCIAS EM EVENTOS CULTURAIS, DINÂMICAS E OFICINAS DE ESTUDOS

Autores

Palavras-chave:

Deficiência, Capacitismo, Etnografia

Resumo

Muitas instituições educacionais promovem atividades que simulam deficiências. O objetivo costuma ser estimular a empatia e ensinar como vivem pessoas com deficiência. Porém, na ausência de cegos, cadeirantes e pessoas com outras condições a simulação estimula o capacitismo em vez de combatê-lo, concebendo a deficiência apenas como uma condição para piedade nos corpos, não como parte da diversidade cultural em uma comunidade. A antropologia da deficiência tem franca oposição a simulações. Neste estudo, mostra-se como a simulação da deficiência equivale ao black face, tornando as rotinas de quem tem deficiência estereótipos caricaturais baseados no que quem se considera pessoas normais. Experiências capacitistas registradas em estudos e notícias serão analisadas sob este prisma para, em seguida, serem comparadas com práticas etnográficas que de fato estimularam nos trabalhos de campo o reconhecimento da identidade da pessoa com deficiência.

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Biografia do Autor

Sérgio Coutinho dos Santos , Centro Universitário CESMAC

Doutorado em Sociedade, Tecnologias e Políticas Públicas pelo Centro Universitário Tiradentes, hoje Unima. Mestrado em Sociologia pela Universidade Federal de Alagoas. Graduação em Direito e em Ciências Sociais. Atualmente é professor titular II do Centro Universitário CESMAC, onde exerce a função de coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa, ensinando nas graduações de Direito e Sistemas de Informação e no Mestrado em Direito. É autor dos livros Metodologia para pesquisas jurídicas sociais e História das Ideias Políticas de Pontes de Miranda, ambos publicados pela Ed. Cesmac. E-mail: sergiocoutinho@cesmac.edu.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6152-4922

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Publicado

2025-07-16

Como Citar

Coutinho dos Santos , S. (2025). AS PRÁTICAS CAPACITISTAS NAS SIMULAÇÕES VIVENCIAIS DE DEFICIÊNCIAS EM EVENTOS CULTURAIS, DINÂMICAS E OFICINAS DE ESTUDOS . Revista Eletrônica Direito E Conhecimento, 8(2), 152–167. Recuperado de https://revistas.cesmac.edu.br/dec/article/view/1968