A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO INSTRUMENTO DE CELERIDADE PROCESSUAL

O equilíbrio entre eficiência e a garantia dos direitos fundamentais

Autores/as

Resumen

O presente artigo analisa a implantação da Inteligência Artificial (IA) no Poder
Judiciário brasileiro como ferramenta para promover a celeridade processual. O objetivo é investigar criticamente como essa busca por eficiência pode gerar riscos à dignidade da pessoa humana e aos direitos fundamentais de igualdade e não discriminação. A metodologia consiste em uma análise crítica e sintética da literatura acadêmica selecionada, focando nos argumentos sobre os benefícios e os perigos da IA. Os resultados indicam que, embora a IA otimize tarefas repetitivas, ela introduz riscos significativos de vieses algorítmicos e opacidade decisória, ameaçando garantias constitucionais. Conclui-se que a busca por celeridade via IA, sem a devida governança e supervisão humana, pode comprometer a justiça substantiva, tornando imperativo um equilíbrio que priorize os direitos fundamentais sobre a mera eficiência.

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Biografía del autor/a

Fabiano Lucio de Almeida Silva, Faculdade Cesmac do Agreste

Doutor em Direito Público pela Universidade Estácio de Sá (Unesa/RJ). Mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Ensino e Pesquisa Sírio-Libanês (IEP/SP). Professor da Faculdade Cesmac do Agreste. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9964-9891. Email: fabiano.silva@cesmac.edu.br

Publicado

2025-12-09

Cómo citar

Lucio de Almeida Silva, F. (2025). A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO INSTRUMENTO DE CELERIDADE PROCESSUAL: O equilíbrio entre eficiência e a garantia dos direitos fundamentais. Revista Eletrônica Direito E Conhecimento, 9(1), 162–176. Recuperado a partir de https://revistas.cesmac.edu.br/dec/article/view/2085