O PROCESSO DE COLONIZAÇÃO E OS POSSÍVEIS IMPACTOS NA PSICOLOGIA DA ATUALIDADE

  • Everaldo Lauritzen Lucena Filho Universidade Federal do Sul da Bahia
  • Isis Lima da Silva Universidade Federal do Sul da Bahia

Resumo

O objetivo do presente artigo é apresentar algumas contribuições dos estudos pós-coloniais e decoloniais sobre a Psicologia como Ciência Humana por meio de revisão bibliográfica em publicações relacionadas a tais discussões. Elencamos os processos violentos de colonização como a chegada do homem branco, a constituição da subalternidade e as decorrências que reverberam nas práticas cotidianas, atingindo a produção de epistemologias. Tomando como premissa de que há no conhecimento um lugar de enunciação, imbricado nas relações hegemônicas e subalternas, podemos perceber que a neutralidade do conhecimento é ilusória. Na revisão de literatura os autores utilizados realizam críticas contundentes às produções do mundo dito ocidental e possibilitaram a compreensão de que a Psicologia ou as Psicologias são marcadas por ontologias forjadas no continente que estabeleceu relações de colonização com os povos oprimidos. Assim, fica claro a necessidade de reflexão sobre possíveis efeitos e impactos epistemológicos do processo de colonização na Psicologia e nas práticas profissionais.

 

 Palavras-Chave: Psicologia; Colonialismo; Resistência.

 

Biografia do Autor

Everaldo Lauritzen Lucena Filho, Universidade Federal do Sul da Bahia

Psicólogo Pela UFPB;

Especialista em Psicopedagogia pela Faculdades Integradas de Patos;

Especilista em Educação, Desenvolvimento e Políticas Públicas pela Faculdade Nossa Senhora de Lourdes;

Mestre em Ciências da Educação pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias;

Doutor em Cieñcias da Educação pela Universidad Internacional Tres Fronteras;

Doutorando em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia

Publicado
2018-12-29