O COTIDIANO E A SAÚDE MENTAL DAS MULHERES NA ATUALIDADE
Keywords:
Cotidiano; Mulheres; Saúde mental; Idade adulta; PsicologiaAbstract
As experiências vividas no cotidiano transpõem o tempo, o espaço e refletem nas condições de vida das mulheres em seus aspectos individuais, resultando em comportamentos que podem ser promotores de adoecimento. Este estudo investigou os aspectos individuais, sociais e emocionais do cotidiano que influenciam na saúde mental das mulheres na atualidade. Participaram 60 mulheres, com idade variando de 18 a 59 anos, maioria solteiras, brancas, com ensino superior incompleto e sem filhos. A presente pesquisa foi realizada, por meio de questionário e aprovada pelo comitê de ética em pesquisa com seres humanos, parecer número: 6.529.984 e CAAE 75321323.8.0000.5569. De acordo com os resultados, no cotidiano, a maioria das participantes estuda e trabalha. Nos aspectos emocionais, autocuidado, terapia, espiritualidade e religiosidade foram os mais citados. O papel social de ser mulher revelou paradoxo quando foi considerado um papel difícil e desafiador, como também prazeroso, confiante e promotor de autonomia. Os desafios apontados foram assumir responsabilidades, conciliar tarefas diárias e gerenciar o tempo. A saúde mental foi apontada como boa e equilibrada com presença de instabilidade, ansiedade e cobrança demasiada. Essas mulheres se enxergam nos próximos anos, organizadas financeiramente, com sucesso profissional, possuindo boa saúde física e emocional compondo uma família estruturada.
Downloads
References
Borges Galvão, L. (2023). Mãe solteira não. Mãe solo! Considerações sobre maternidade, conjugalidade e sobrecarga feminina. Revista Direito E Sexualidade, 1. Disponível em: https://doi.org/10.9771/revdirsex.v1i1.36872
Borsa, J. C., & Feil, C. F. (2008). O papel da mulher no contexto familiar: uma breve reflexão. O portal dos Psicólogos, 185, 1-12. Disponível em: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0419.pdf
Charraz, A. S. P. (2017). Conciliação entre o trabalho e a família: Identificação das práticas organizacionais vigentes e contributos para a implementação de novas práticas de conciliação (Master's thesis, Universidade de Évora). Disponível em: https://dspace.uevora.pt/rdpc/bitstream/10174/20913/1/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20vers%C3%A3o%20SAC_Ana%20Charraz.pdf
Cisne, M. (2015). Feminismo e consciência de classe no Brasil. Cortez Editora. 288 p. Disponível em: https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=N6WZCgAAQBAJ&oi=fnd&pg=PA59&dq=Cisne+M.+Feminismo+e+consci%C3%AAncia+de+classe+no+Brasil.&ots=dxa7aRNYmR&sig=BrAIrdZ1Z9H7uCIsYjGo30QJLqI#v=onepage&q=Cisne%20M.%20Feminismo%20e%20consci%C3%AAncia%20de%20classe%20no%20Brasil.&f=false
Costa, F. A. (2018). Mulher, trabalho e família: os impactos do trabalho na subjetividade da mulher e em suas relações familiares. Pretextos, 3(6), 434–452. http://periodicos.pucminas.br/index.php/pretextos/article/view/15986
Curia, B. G., Gonçalves, V. D., Zamora, J. C., Ruoso, A., Ligório, I. S., & Habigzang, L. (2020). Produções científicas brasileiras em psicologia sobre violência contra mulher por parceiro íntimo. Psicologia: Ciência e Profissão, 40, e189184. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1982-3703003189184
Fernandes, M. H. (2006, June). A mulher-elástico. In II Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental. Disponível em: http://www.psicopatologiafundamental.org.br/uploads/files/ii_congresso_internacional/mesas_redondas/ii_con._a_mulher_elastico.pdf
Finelli, L. A. C., Silva, J. D., & Amaral, R. D. A. (2015). Trajetória da família brasileira: o papel da mulher no desenvolvimento dos modelos atuais. Humanidades, 4(2), 52-60. Disponível em: http://revistahumanidades.com.br/artigo_no=a67.pdf
Goellner, S. V. (1999). Imperativos do ser mulher. Motriz Revista de Educação Física, 40-42. Disponível em: https://doi.org/10.5016/6641
Hammerschmidt, K. S. de A., & Santos, S. S. C. (2009). Família: redes, laços e políticas públicas. Physis: Revista De Saúde Coletiva, 19(4), 1203–1208. Disponível em: https://www.scielo.br/j/physis/a/H97KwftrgCxQNx6jTm6RZqk/?lang=pt
Mari, F. R., Alves, G. G., Aerts, D. R. G. D. C., & Camara, S. (2016). O processo de envelhecimento e a saúde: o que pensam as pessoas de meia-idade sobre o tema. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 19, 35-44. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1809-9823.2016.14122
Mori, M. E., & Coelho, V. L. D. (2004). Mulheres de corpo e alma: aspectos biopsicossociais da meia-idade feminina. Psicologia: reflexão e crítica, 17, 177-187. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-79722004000200006
Nóbrega, P. R. C. (2017). Leituras sobre o cotidiano, a cotidianidade e a centralidade do estudo da vida cotidiana na reprodução do urbano. Revista Rural & Urbano. Recife, v. 02, n.02, p. (26-46). Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/ruralurbano/article/view/241047
Otaran, P. D. M., & de Castro, E. K. (2019). Percepção de doença e distress emocional numa amostra de mulheres brasileiras com e sem histórico familiar de câncer de mama. Avances en Psicología Latinoamericana, 37(2), 331-343. Disponível em: https://doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/apl/a.68934
Rocha-Coutinho, M. L. (1994). Tecendo por trás dos panos: a mulher brasileira nas relações familiares. Rocco. 348 p. Disponível em: https://ppg.psi.puc-rio.br/uploads/uploads/1969-12-31/1992_9f132f28c135fd7db1b760e2997d086d.pdf
Salvagni, J., Azambuja, M., Reichert, F. M., & Veronese, M. V. (2023). Maternidade e mercado de trabalho: a trajetória das mulheres no desenvolvimento de carreiras. Confluências: revista interdisciplinar de sociologia e direito. Niterói, RJ. Vol. 25, n. 1 (jan./abr. 2023), p. 18-42. Disponível em: https://periodicos.uff.br/confluencias/article/view/57084
Santos, L. S., & Diniz, G. R. S. (2018). Saúde mental de mulheres donas de casa: um olhar feminista-fenomenológico-existencial. Psicologia clínica, 30(1), 37-59. Disponível em: http://dx.doi.org/10.33208/PC1980-5438v0030n01A02
Silva, B. B. P., & de Oliveira, G. S. (2021, June). Autonomia E Autocuidado Como Conceitos Determinantes Para A Adoção Do Comportamento Ativo Na Velhice. In Colloquium: health and education (Vol. 1, No. 2, pp. e015-e015).
Silva M. N. O., & da Costa, A. B. (2022). O papel da mulher na produção e reprodução do trabalho no capitalismo à luz de alguns conceitos. Cadernos de Ciências Sociais Aplicadas, 180-195. Disponível em: https://doi.org/10.22481/ccsa.v19i33.10474
Soares, A. L. S. (2021). O papel da mulher ao longo da história: influências no conceito de família bem como nas relações de parentesco. 36 p.
Souza, R. G. S. (2020). Gênero e mulheres nas universidades: há política de redistribuição na educação? Facit Business and Technology Journal, 1(19). Disponível em: https://revistas.faculdadefacit.edu.br/index.php/JNT/article/view/680/501
Stecanela, N. (2009). O cotidiano como fonte de pesquisa nas ciências sociais. Conjectura: filosofia e educação, Caxias do Sul: Educs, 14, 63-75. Disponível em: http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conjectura/article/view/4
Valente, G. D. C., Alves, L. D. S., Leocádio, N. D. O., Silva, P. C. D., Ferreira, R. P. X., & Rocha, R. C. (2024). Os impactos da dupla jornada de trabalho na vida das mulheres profissionais da enfermagem. Repositório Institucional do Conhecimento. Disponível em: https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/21021?locale=pt_BR
Vigano, S. D. M. M., & Laffin, M. H. L. F. (2016). A Educação de Jovens e Adultos como um espaço de empoderamento das mulheres. EJA em debate. Disponível em: http://periodicos.ifsc.edu.br
World Health Organization. Depressive disorder (depression), (2023). Disponível em: https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/depression
Zangirolami-Raimundo, J., Echeimberg, J. D. O., & Leone, C. (2018). Tópicos de metodologia de pesquisa: Estudos de corte transversal. J Hum Growth Dev, 28(3), 356-60. 1.Disponível em: https://doi.org/10.7322/jhgd.152198

